Senhores Atenienses, Ouçam!

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada


Por Augustus Nicodemos

Os nomes foram trocados para proteger as pessoas. Embora algumas circunstâncias mencionadas na carta sejam totalmente fictícias, o caso é mais real do que se pensa...

Meu caro Ricardo,

Ontem estive pregando em sua igreja e tive a oportunidade de rever João, nosso amigo comum. Não lhe encontrei. João me disse que você e a Raquel, sua namorada, tinham saído com a turma da mocidade para um acampamento no fim de semana e que só regressariam nessa segunda bem cedo.

Saí com o João para comer pizza após o culto e falamos sobre você. João abriu o coração. Ele está muito preocupado com você, desde que você disse a ele que tem ido com Raquel para motéis da cidade e às vezes até mesmo depois do culto de jovens no sábado à noite. Ele falou que já teve várias conversas com você mas que você tem argumentado defendendo o sexo antes do casamento como se fosse normal e que pretende casar com Raquel quando terminarem a faculdade.

Ele pediu minha ajuda, para que eu falasse com você, e me autorizou a mencionar nossa conversa na pizzaria. Relutei, pois acho que é o pastor de sua igreja que deve tratar desse assunto. Você e a Raquel, afinal, são membros comungantes dessa igreja e estão debaixo da orientação espiritual dela. Mas, João me disse que o pastor faz de conta que não sabe que essas coisas estão acontecendo na mocidade da igreja. Como sou amigo da sua família fazem muitos anos, desde que vocês freqüentaram minha igreja em São Paulo, resolvi, então, escrever para você sobre esse assunto, tendo como base os argumentos que você usou diante de João para justificar sua ida a motéis com a Raquel.

Se entendi direito, você argumenta que não há nada na Bíblia que proiba sexo antes do casamento. É verdade que não há uma passagem bíblica que diga "não farás sexo antes do casamento;" mas existem dezenas de outras que expressam essa verdade com outras palavras e de outras maneiras. Podemos começar com aquelas que pressupõem o casamento como sendo o procedimento padrão, legal e estabelecido por Deus para pessoas que desejam viver juntas (veja Mateus 9:15; 24:38; Lucas 12:36; 14:8; João 2:1-2; 1Coríntios 7:9,28,39), aquelas que abençoam o casamento (Hebreus 13:4) e aquelas que se referem ao divórcio - que é o término oficial do casamento - como algo que Deus aborrece (veja Malaquias 3:16; Mateus 5:31-32).

Podemos incluir ainda aquelas passagens contra os que proíbem o casamento (1Timóteo 4:3) e as outras que condenam o adultério, a fornicação e a prostituição (veja Mateus 5:28,32; 15:19; João 8:3; 1Coríntios 7:2; 6:9; Gálatas 5:19; Efésios 5:3-5; Colossenses 3:5; 1Tessalonicenses 4:3-5; 1Timóteo 1:10; Hebreus 13:4; Apocalipse 21:8; 22:15). Qual é o referencial que nos possibilita caracterizar esses comportamentos como desvios, impureza e pecado? O casamento, naturalmente. Adultério, prostituição e fornicação, embora tendo nuances diferentes, têm em comum o fato de que são relações sexuais praticadas fora do casamento. Se o casamento, que implica num compromisso formal e legal entre um homem e uma mulher, não fosse a situação normal onde o sexo pode ser desfrutado de maneira legítima, como se poderia caracterizar como desvio o adultério, a fornicação ou a prostituição? A Bíblia considera essas coisas como pecado e coloca os que praticam a impureza sexual e a imoralidade debaixo da condenação de Deus - a menos que se arrependam, é claro, e mudem de vida.

Você argumenta também que o casamento é uma conveniência humana e que muda de cultura para cultura. Bom, é certo que o casamento tem um caráter social, cultural e pessoal. Todavia, do ponto de vista bíblico, não se pode esquecer que foi Deus quem criou o homem e a mulher, que os juntou no jardim, e disse que seriam uma só carne, dando-lhes a responsabilidade de constituir família e dominar o mundo. O casamento é uma instituição divina a ser realizada pelas sociedades humanas. Embora as culturas sejam distintas, e os rituais e procedimentos dos casamentos sejam distintos, do ponto de vista bíblico o casamento implica em reconhecimento legal daquela união por quem de direito, trazendo implicações para a criação e tutela dos filhos, sustento da casa e também responsabilidades e conseqüências em caso de separação e repúdio. Quando duas pessoas resolvem ir morar juntas como se fossem casadas, essa decisão não faz delas pessoas casadas diante de Deus - mas (desculpe a franqueza), pessoas que estão vivendo em imoralidade sexual.

É verdade que a legislação de muitos países tem cada vez mais reconhecido as chamadas uniões estáveis. É uma triste constatação que o casamento está cada vez mais sendo desvalorizado na sociedade moderna ocidental. Todavia, esses movimentos no mundo e na cultura não são a bússola pela qual a Igreja determina seu norte - e sim a Palavra de Deus. Em muitas culturas a legislação tem sancionado coisas que estão em contradição com os valores bíblicos, como aborto, eutanásia, uniões homossexuais, uso de drogas, etc. A Igreja deve ter uma postura crítica da cultura, tendo como referencial a Palavra de Deus.

O João me disse ainda que você considera que o mais importante é o amor e a fidelidade, e que argumentou que tem muita gente casada mas infeliz e infiel para com o cônjuge. Ricardo, é um jogo perigoso tentar justificar um erro com outro. Gente casada que é infiel não serve de desculpas para quem quer viver com outra pessoa sem se casar com ela. Além do mais, como pode existir o conceito de fidelidade numa união que não tem caráter oficial nem legal, e que não teve juramentos solenes feitos diante de Deus e das autoridades constituídas? Mesmo que você e sua namorada façam uma "cerimônia" particular onde só vocês dois estão presentes e onde se casem a si mesmos diante de Deus - qual a validade disso? As promessas de fidelidade trocadas por pessoas não casadas têm tanto valor quanto um contrato de gaveta. Lembre inclusive que não é a Igreja que casa, e sim o Estado. Naqueles casamentos religiosos com efeito civil, o pastor ou padre está agindo com procuração do juiz.

Não posso deixar de mencionar aqui que na Bíblia o casamento é constantemente referido como uma aliança (veja Ezequiel 16:59-63). Deus é testemunha dessa aliança feita no casamento, a qual também é chamada de "aliança de nossos pais", uma referência ao caráter público da mesma (não deixe de ler Malaquias 2:10-16).

Não fiquei nem um pouco surpreso com seu outro argumento para fazer sexo com sua namorada, que foi "é importante conhecer bem a pessoa antes do casamento". Já ouvi esse argumento dezenas de vezes. E sempre o considerei uma burrice - mais uma vez, desculpe a franqueza. Em que sentido ter relações sexuais com sua namorada vai lhe dar um conhecimento dela que servirá para determinar se o casamento vai dar certo ou não? Embora o sexo seja uma parte muito importante do casamento, o que faz um casamento funcionar são os relacionamentos pessoais, a tolerância, a compreensão, a renúncia, o amor, a entrega, o compartilhar... você pode descobrir antes do casamento que sua namorada é muito boa de cama, mas não é o desempenho sexual de vocês que vai manter ou salvar seu casamento. Esse argumento parte de um equívoco fundamental com relação à natureza do casamento e no fim nada mais é que uma desculpa tola para comerem a sobremesa antes do almoço.

Agora, o pior argumento que ouvi do João foi que você disse "a graça de Deus tolera esse comportamento." Acho esse o pior argumento porque ele revela uma coisa séria em seu pensamento, que é tomar a graça de Deus como desculpa para um comportamento imoral. Esse sempre foi o argumento dos libertinos ao longo da história da igreja. O escritor bíblico Judas, irmão de Tiago, enfrentou os libertinos de sua época chamando-os de "homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Judas 4). Esse é o caminho de Balaão "o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição" (Apocalipse 2:14). É a doutrina da prostituta-profetisa Jezabel, que seduzia os cristão "a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos" (Apocalipse 2:20) e a conhecer "as coisas profundas de Satanás" (Apocalipse 2:24).

Como seu amigo e pastor, permita-me exortá-lo a cair fora dessa maneira libertina de pensar, Ricardo, antes que sua consciência seja cauterizada pelo engano do pecado (Hebreus 3:13). Ainda há tempo para arrependimento e mudança de atitude. A abstinência sexual é o caminho de Deus para os solteiros, e esse estilo de vida é perfeitamente possível pelo poder do Espírito, ainda que aos olhos de outros seja a coisa mais careta e retrógrada que exista. Se você realmente pensa em casar com a Raquel e constituírem família, o melhor caminho é pararem agora de ter relações e aguardarem o dia do casamento. Vocês devem confessar a Deus o seu pecado e um ao outro, e seguir o caminho da abstinência, com a graça de Deus.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

"A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus".




A Reforma Protestante do século XVI foi sem sombra de dúvidas um movimento sócio-político. Como tal representou o rompimento com os poderes absolutos de Roma. Porém, mais que um movimento sócio-político, foi um movimento de renovação espiritual, de retorno aos princípios ensinados por Jesus e seus apóstolos.

Traduzir a Bíblia de suas línguas originais para línguas vernáculas sempre foi uma prática do povo de Deus. Antes mesmo de o Novo Testamento ser escrito, o povo judeu já havia traduzido o Velho Testamento para a língua Grega. Esta tradução ficou conhecida como Septuaginta ou versão dos setenta. Nos primeiros séculos da igreja cristã a Bíblia inteira foi traduzida para línguas como siríaco, armênio, latim, gótico, etíope, etc.

Com o fortalecimento da igreja no ocidente e a adoção do latim como língua da igreja, o processo de tradução ficou esquecido. A Igreja Católica havia se dado por satisfeita com a versão latina de Jerônimo e não estimulava sua tradução para outros idiomas, por considerar a Bíblia um livro obscuro e não apropriado para ser lido por leigos.

Assim, a Igreja Católica passou a usar quase que exclusivamente o latim. Como o povo comum não falava esta língua nem a entendia, a compreensão do texto bíblico passava totalmente pelas mãos do clero. Os padres liam e interpretavam, à sua maneira, os ensinos sagrados. Nesse período, o que a igreja dizia tinha peso igual ou maior ao que a Bíblia dizia.

Foi o acesso à Bíblia traduzida e sua comparação com os ensinos da igreja de Roma que provocaram as maiores perdas no rol de membros da Igreja Oficial. À medida que as pessoas descobriam o verdadeiro ensino bíblico se rebelavam contra todo e qualquer ensino que o contradissesse.

A Reforma mostrou que não pode haver verdadeiro cristianismo sem acesso às Escrituras.
Mostrou também que somente as Escrituras devem ser a regra de fé e prática para o cristão.

Finalmente, promover o acesso do povo à Bíblia em sua língua materna deve ser uma tarefa prioritária. Plantar uma igreja e não promover o acesso dessa igreja às Escrituras na língua materna do povo é correr o risco de ver essa igreja nunca amadurecer, ou ainda pior, enveredar por tradições e costumes que não só não estão contidos no texto bíblico, mas ainda o contradizem. Portanto, igreja nos remete para o entendimento da Bíblia, pois como Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

SOLILÓQUIO




A marca distintiva da sociedade contemporânea é a superficialidade

  • Somos rasos em nossas avaliações - Falta-nos reflexão - Falta-nos introspeção;
  • Estamos atarefados demais e cansados demais para examinarmo-nos a nós mesmos;
  • Corremos atrás de coisas e perdemos relacionamentos;
  • Sacrificamos no altar das coisas urgentes, as coisas que de fato são importantes;
  • Falamos demais, amamos raramente e odiamos frequentemente; 
  • Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos;
  • Fomos e voltamos à lua, mas temos dificuldade de cruzar a rua e encontrar um novo vizinho;
  • Conquistamos o espaço sideral, mas não o nosso próprio espaço;
  • Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores;
  •  Limpamos o ar, mas poluímos a alma;
  • Dominamos o átomo, mas não nosso preconceito;
  • Construímos mais computadores para armazenar mais informação, mas nos comunicamos cada vez menos;
  • Estamos na era do fast-food e da digestão lenta;
  • Do homem grande de caráter pequeno;
  • Lucros acentuados e relações vazias;
  • Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Sabe qual o paradoxo do nosso tempo?
“Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Solilóquio é conversar consigo mesmo. É olhar nos olhos daquele que vemos no espelho e enfrentá-lo sem subterfúgios. É entrar pelos corredores da alma e não escapar pelas vielas laterais. É lidar com o nosso mais difícil interlocutor. É falar com o nosso mais exigente ouvinte. A introspecção, porém, é uma viagem difícil de fazer. Olhar para dentro é mais difícil do que olhar para fora. É mais fácil falar para uma multidão do que conversar com a nossa própria alma. É mais fácil exortar os outros do que corrigir a nós mesmos. É mais fácil consolar os aflitos, do que encorajar-nos a nós mesmos. É mais fácil subir ao palco e pregar para um vasto auditório do que conversar com aquele que vemos diante do espelho.

O salmista, certa feita, estava muito triste e percebeu que precisava endereçar sua voz não para fora, mas para dentro. Então disse: “Por que estás abatida ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 42.11). É preciso dizer à nossa alma que a tristeza não vai durar para sempre. Devemos levantar nossos olhos e saber que Deus está no controle da situação, ainda que agora isso não seja percebido pelos nossos sentidos. Devemos proclamar, em alto e bom som para nós mesmos, que o louvor e não o gemido; a alegria e não o choro é que nos esperam pela frente. Não nos alarmemos com nossas angústias; consolemo-nos com as promessas de Deus.

Não basta reflexão, é preciso introspecção. Não basta falarmos aos outros, precisamos falar a nós mesmos. Não basta lançarmos mão do diálogo, precisamos de solilóquio. O salmista, disse certa feita: “Volta minha alma ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo” (Sl 116.7). Muitas vezes, ficamos desassossegados, quando deveríamos estar em paz. Curtimos uma grande dor na alma, quando deveríamos estar experimentando um bendito refrigério. E por que? Porque deixamos de pregar para nós mesmos. Deixamos de exortar nossa própria alma. Deixamos de fazer viagens rumo ao nosso interior. Deixamos de conversar diante do espelho. Deixamos o solilóquio. É preciso alertar, entretanto, que o solilóquio só é saudável, quando estamos na presença de Deus, quando nossa esperança está em Deus, quando encontramos em Deus nosso refúgio e fortaleza, quando podemos dizer como o salmista: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu”.

domingo, 14 de outubro de 2012

DEVE HAVER UMA BORDA




Vivemos em uma época de decisões radicais. A todo momento o   dinheiro, o “status” social, o alto cargo no trabalho ou até mesmo os estudos cobram dos jovens que abram mão de seus princípios e valores cristãos em prol de uma vida de sucesso. Ainda na adolescência vemos as    melhores faculdades e seus vestibulares escravizando milhares deles, os quais, no anseio de um futuro melhor e com mais conforto, se esquecem de viver uma vida  equilibrada espiritual e socialmente para conquistar os seus objetivos. Quando estão na faculdade, boa parte dos jovens pula para o outro lado. Querem curtir a vida ao máximo e acabam perdendo a direção. Sem contar que não conseguem entregar os trabalhos e  deveres e, muitas vezes, usam de vícios corrompidos do sistema universitário para  alcançar o sonhado  diploma.
E quando o diploma vem isso não passa. Começa a etapa de conseguir um emprego, de traçar uma carreira e de adquirir estabilidade financeira. Essa pressão que força o jovem a fazer um pouco mais, se quiser ser feliz, aumenta e reclama sempre mais dele, de uma forma que não acabam nunca as exigências. O mais triste é vê-los negociando os seus princípios com o seguinte discurso: “Vou fazer isso só por um tempo, para conquistar tal coisa, mas quando eu conseguir o que desejo, voltarei a viver o que aprendi como cristão”.
Como se pudéssemos manipular nossos valores! Pensamos que podemos usá-los a  qualquer momento para ter segurança e depois largá-los temporariamente, para  arriscarmos um pouco mais na vida. Isso me faz lembrar um pai que estava tentando    ensinar o filho de 4 anos a nadar. Além do pai, no que mais aquela criança confiava era na borda da piscina. Mesmo sendo uma criança, sabia que enquanto segurava a borda estava segura de se afogar. Ao ver o pai no meio da piscina chamando-a, depois de um bom    tempo, o menino decidiu se arriscar e “nadar” em direção a ele. Foram três braçadas sem sair do lugar até o pai agarrar o menino, que bebeu bastante água. O choro foi inevitável e naquele dia ele não largou mais a borda da piscina.
Qual é o limite da borda? Será que existe um limite? Será que existe essa borda?
Ouvi há muito tempo uma ilustração sobre o inferno que nunca mais saiu da minha cabeça. O pregador falava que o inferno era uma piscina sem fundo, na qual a gente nadava em direção à borda para tentar descansar e parar de se afogar. Porém, cada vez que alguém se aproximava da borda, esta ia se afastando da pessoa e isso se repetia de forma angustiante e sem fim, em um desespero eterno. Assim é quando acreditamos que podemos abrir mão de nossos princípios e valores cristãos. É um caminho pequeno de ida e gigantesco de volta. Simplesmente porque a borda não para de se distanciar.
É nítido ver esse distanciar do caminho de volta no discurso do jovem quando ele diz: “Só mais esse mês”. E depois: “Só mais esse ano”. E assim se passa uma vida. Negociar com os princípios do evangelho, com a ética no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos, na vida, é largar uma borda que se distanciará cada vez mais de você. Oro para que a  mensagem de Jesus Cristo faça parte de quem você é e de quem eu sou. Que seja algo indissociável, que nunca entra em discussão. Se assim for, as oportunidades que estão fora desses valores não serão encaradas como oportunidades, e sim como tentações.