Senhores Atenienses, Ouçam!

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

O CONTROLE DE DEUS E A LIBERDADE DA FORMIGA



Uma das questões mais complexas concernentes ao assunto dos “decretos de Deus” é a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana. A teologia reformada, em sua formulação histórica, sempre adotou uma posição compatibilista. Em outras palavras, os reformados entendem que Deus decreta todas as coisas (Ele é absolutamente soberano), sem, com isso, violar a vontade dos homens ou anular a sua responsabilidade. Firme nesse sentido, a Confissão de Fé de Westminster afirma:

Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas. (CFW, III.I)

Essa perspectiva é, claramente, paradoxal. Mas, de fato, é assim que as Escrituras nos ensinam, sem nos dar quaisquer detalhes que nos ajudem a resolver o paradoxo. Portanto, como servos da verdade revelada, nós nos curvamos diante dos insondáveis caminhos de Deus em reverente adoração.
Em seu maravilhoso livro Ministrando como o Mestre, Stuart Olyott nos apresenta uma interessante ilustração acerca do nexo entre a soberania de Deus e a vontade dos homens. Como o próprio autor reconhece, trata-se de uma imagem bastante imperfeita, mas talvez tenha utilidade para alguns:

Posso usar uma ilustração bem imperfeita? É imperfeita porque sugere uma idéia de controle que não é paralela à forma como Deus controla os pecadores, mas talvez alguns leitores a considerem útil. Imagine uma formiga correndo na página que você está lendo. Ela vai para a direita, vai para a esquerda, diminui a velocidade, aumenta a velocidade ou pára – ela faz exatamente o que a agrada. Agora trace uma linha imaginária na superfície da mobília mais próxima. Se quiser, você pode fazer a formiga seguir aquela linha precisamente. Como ela corre por todos os lados da página, tudo que você tem a fazer é segurar o livro sobre a linha e manobrá-lo apropriadamente. Com um pouco de prática você pode fazer o inseto ir exatamente aonde você deseja que ele vá, embora ele esteja correndo por onde quer! Você é soberano mas a formiga está fazendo uma escolha real. (Stuart Olyott. Ministrando como o Mestre: Aprendendo com os métodos de Cristo. São José dos Campos: Fiel, 2005, p. 42-43.)

“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11.33-36).

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Deus existe: Argumentos Cosmológicos



1) TUDO QUE TEM PRINCÍPIO TEM UMA CAUSA: Em uma grande escala os eventos são causados e determinados. Eles são falseáveis, pois oferecem condições de testabilidade. De acordo com a Lei de Newton toda ação produz uma reação de força proporcional e em sentido contrário. Isso significa que tanto o determinismo quanto a causalidade imperam em ampla escala.

As interpretações indeterministas e não-realistas da mecânica quântica sofrem do mesmo mal: Elas são infalseáveis e intestáveis e logo não passam pelo crivo científico. É impossível diferenciar a origem dos fenômenos quânticos pelo o indeterminismo quântico da origem dos mesmos fenômenos a partir da hipótese das causas ocultas. Isso porque ambos não produzem efeitos mensuráveis ou testáveis.

Assim como é impossível diferenciar o indeterminismo quântico das causas conhecidas desde que o indeterminismo quântico não produz condições de testabilidade, ou seja, ele não produz efeitos mensuráveis para comparar com os efeitos das causas conhecidas. Logo o Indeterminismo, e a Incausalidade, igualmente não podem ser classificados como científicos.

2) O UNIVERSO TEVE UM INÍCIO: A Teoria do Big Bang, ou Modelo Cosmológico Padrão, é a base de todas as observações mais relevantes e de maior credibilidade que a Cosmologia tem para oferecer. Os modelos rivais não tem a mesma amplitude de evidências empíricas e experimentais, e todos possuem muitos paradoxos e dificuldades teóricas equanto a Teoria da Inflação soluciona todos os paradoxos do Modelo Padrão.

De acordo com o Modelo Cosmológico Padrão o universo de espaço-tempo se expande para todas as direções a partir de um único ponto adimensional. Se retrocedermos a expansão para o passado rodamos o filme ao contrário até alcançarmos o ponto zero, onde não havia espaço nem tempo, matéria nem energia. Portanto o universo teve um princípio.

Além disso, a Segunda Lei da Termodinâmica apoia fortemente o princípio para o universo de espaço-tempo. O universo é sistema isolado que está transformando sua energia útil para trabalho em energia inaproveitável. Ou seja, ele está aumentando sua entropia. Em uma eternidade a energia do universo estaria equilibrada e já teria alcançado o grau máximo de entropia. Contudo, o universo continua com sua carga de energia útil. Logo o cosmo não pode ser eternamente antigo.

3) A CAUSA DO UNIVERSO É EXTREMAMENTE INTELIGENTE: O Princípio Antrópico diz que condições de configuração tiveram de ser pré-estabelecidas no Big Bang para que a vida surgisse aqui. Há mais de cem constantes antrópicas tão matematicamente precisas que se torna implausível pensar que forças destituídas de intelecto produziram isso.

Além disso, existe o fato fundamental de que a observação nunca comprovou em alguma verificação operacional que informações específicas, como as encontradas num avião ou num computador, resultam das forças irracionais. Em todos os casos conhecidos as informações específicas vêm de um planejador e construtor.

4) A CAUSA DO UNIVERSO É ÚNICA E SINGULAR: O universo é isotrópico e homogêneo em larga escala, o que significa que todas as Leis físicas do sistema solar se aplicam ao universo inteiro e não só à nossa localidade.

Entretanto, se houvesse vários projetistas e criadores o cenário mais provável seria ou o caos resultante da eterna batalha entre si ou configurações em larga escala diferentes das configurações de outros quadrantes espaciais. Pelo universo ser tanto homogêneo quanto isotrópico em larga escala podemos de maneira plausível concluir que existe somente um Criador.

CONCLUSÃO: Há um Criador único, vastamente poderoso por criar um universo tão grande, tremendamente inteligente para criar a complexidade e a diversidade do universo, Não-espacial e atemporal por transcender as limitações de tempo e espaço

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Catecismo para Crianças Pequenas





IPB CRATO

1) Quem fez você? Deus.
2) O que mais Deus fez? Deus fez todas as coisas.
3) Por que Deus fez todas as coisas? Para a sua própria glória.
4) Por que tudo é do jeito que é? Porque Deus decretou assim.
5) Como aprendemos acerca de Deus? Deus revela-Se a Si mesmo.
 6) Onde Deus Se revela? Em Sua Palavra e na natureza.
7) O que Deus revela na Palavra? Seu caráter, lei e ira.
8) O que mais é revelado em Sua Palavra? A misericórdia de Deus sobre o Seu povo.
9) Onde está a Palavra de Deus hoje? A Bíblia é a Palavra de Deus.
10) Quantos Deuses existem? Há um único Deus verdadeiro.
11) Quantas pessoas há na Divindade? Três.
12) Quem são essas pessoas? Pai, Filho e Espírito Santo.
13) Onde está Deus? Ele está em todos os lugares.
14) Há quanto tempo Deus existe? Deus sempre existiu.
15) Em que sentido o homem é um ser singular? Ele carrega em si a imagem de Deus.
16) Quem foi o primeiro homem? Adão.
17) Como era Adão quando foi criado? Adão era bom.
18) Adão permaneceu bom? Não, ele pecou.
19) O que é pecado? Desobediência à lei de Deus.
20) Qual é o castigo para o pecado? A morte.
21) O que veio aos homens pelo pecado de Adão? A morte veio a todos os homens.
22) Por que o pecado de Adão afeta todos os homens. Todos nós pecamos em Adão.
23) Todos os homens deverão morrer por causa do pecado? Não. Deus elegeu alguns homens para a vida.
24) Como podemos ser salvos do pecado e da morte? Somente por meio de Jesus Cristo.
25) Quem é Jesus Cristo? Ele é o Filho de Deus.
26) Jesus pecou? Não. Somente Ele é justo.
27) O que Jesus fez por Seu povo? Ele venceu a morte.
28) Como Jesus fez isso? Ele morreu e depois ressuscitou.
29) O que mais Jesus venceu? Jesus venceu todos os Seus inimigos.
30) Os inimigos de Jesus são poderosos? Eles se tornaram nada.
31) O que Jesus deu ao Seu povo? Sua própria justiça.
32) O que Ele tomou do Seu povo para Si? Os pecados.
33) Como a obra de Cristo é trazida ao Seu povo? Pelo Espírito Santo.
34) Como o Espírito Santo faz isto? Ele nos dá a fé.
35) O que é fé? Fé é confiar em Jesus para a salvação.
36) Como podemos reconhecer a fé verdadeira? A fé verdadeira produz boas obras.
37) Quem é o povo de Cristo? O povo de Cristo é o povo que integra a sua Igreja.
38) Quais são os pontos característicos de Sua Igreja? A Palavra, a disciplina e os sacramentos.
39) Como a Palavra é um traço característico da Igreja? Toda a Palavra de Deus é pregada.
40) Como a disciplina é um traço característico da Igreja? O povo de Deus é protegido.
41) O que são sacramentos? Sinais e selos da aliança de Deus.
42) Que sacramentos existem? O Batismo e Ceia do Senhor.
43) Quem é o Cabeça da Igreja? Jesus Cristo.
44) Que ofícios Jesus designou para a Igreja?Presbíteros e diáconos.
45) A Igreja é perfeita? Ela está caminhando para a perfeição.
46) Quando ela será perfeita?Na ressurreição.
47) O que vai acontecer na ressurreição? Cristo vai julgar as obras de todos os homens.
48) O que será dos que praticaram a justiça? Eles viverão com Jesus para sempre.
49) O que será dos que Jesus condenar? Eles perecerão para sempre.
50) O que este julgamento promove em Cristo? Exalta a Sua glória.